O ex-presidente do sindicato dos Servidores de Ribeirão Preto Wagner Rodrigues solicitou liberdade provisória por ter 60 anos, mas, na verdade, ele tem 46; Justiça negou o pedido

Condenado na Operação Sevandija, o ex-presidente do sindicato municipal dos Servidores de Ribeirão Preto Wagner Rodrigues solicitou para Justiça a liberdade provisória. Um dos argumentos utilizados pela defesa seria que ele teria mais de 60 anos de idade e estaria no grupo de risco de sofrer com problemas relacionados ao novo coronavírus (covid-19). Mas, na verdade, ele tem 46 anos.
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O pedido de liberdade provisória foi indeferido pelo juiz Lúcio Alberto Enéas da Silva Ferreira, da 4ª Vara Criminal de Ribeirão Preto, nesta quarta-feira (15). Que considerou a idade correta de Wagner Rodrigues.
Além disso, o magistrado apontou que o ex-sindicalista não apresentou ser portador de doença pré-existente, o que poderia, em tese, aumentar as chances de agravamento do estado de saúde na pandemia.
“Assim, entendo que prevalecem hígidos os motivos que determinaram a decretação da prisão preventiva do acusado”, escreveu Silva Ferreira na decisão.
Apontamento do MP
Em sua manifestação no processo, os promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MP-SP (Ministério Público de São Paulo), apontou ao juízo a idade verdadeira de Wagner Rodrigues. Ele nasceu no dia 23 de dezembro de 1973, portanto ainda faltam 14 anos para ele completar 60 anos.
Wagner Rodrigues está preso na penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba, desde abril de 2019, quando sua delação foi revogada pela Justiça e decretada a prisão preventiva. Rodrigues foi condenado a 11 anos e 50 dias pela 4ª Vara Criminal de Ribeirão Preto. Porém, por ter feito colaboração premiada, cumpria a pena em prisão domiciliar.
Outro lado
Em contato com a reportagem, a advogada de Wagner Rodrigues, Rosemary da Silva Pereira Arsenovicz, disse que foi orientada pela família de Wagner para que não comentasse a situação com a imprensa.
Fonte: www.acidadeon.com
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