Oposição critica gestão Lula após alta do IOF: “Irresponsabilidade”

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva Foto: EFE/Andre Borges

Parlamentares questionaram descontrole dos gastos do governo

O anúncio do aumento Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e o bloqueio de R$ 31 bilhões no Orçamento da União geraram forte reação entre lideranças da oposição nesta quinta-feira (22). Nos posicionamentos, políticos afirmaram que as medidas decorrem da postura populista do governo Lula, que recorre a aumentos tributários para compensar o aumento nos gastos.

Entre os que se manifestaram contra as medidas esteve o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado. Para ele, o atual governo “não tem projeto de país”.

– Mais uma do taxad, aumento de impostos para cobrir o populismo e a irresponsabilidade fiscal desse governo que não tem projeto de país, tem projeto de se meter no poder mesmo que para isso quebre o país. Volta Bolsonaro!! – escreveu.

O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) também condenou a decisão, afirmando que o Executivo segue uma tendência de recorrer a aumentos de carga tributária. Em tom duro, classificou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como uma “sanguessuga com tentáculos”.

– O perdulário governo Lula continua sua sina, aumentando impostos e sangrando a iniciativa privada para a gastança em benefício da companheirada. Lula é uma sanguessuga com tentáculos – declarou.

No mesmo tom crítico, o deputado federal Mendonça Filho (União Brasil-PE) destacou o bloqueio bilionário no Orçamento como um sinal de que a gestão federal perdeu o controle das contas públicas.

– Congelamento de mais R$ 31 bilhões do orçamento e aumento de imposto, com a elevação do IOF. Terceiro ano do governo Lula e o povo segue pagando a conta do descontrole das contas públicas da gestão petista – ressaltou.

RECUO E NOVAS CRÍTICAS
Horas após publicar um decreto com a elevação e a padronização de diversas alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o governo recuou e revogou parte dos aumentos. Com isso, as aplicações de fundos nacionais no exterior continuarão isentas, e as remessas de pessoas físicas ao exterior destinadas a investimentos continuarão com a alíquota de 1,1% por operação.

O recuo, porém, não isentou o governo de sofrer críticas de seus opositores. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por exemplo, chamou a gestão federal de “um barco à deriva”.

– O governo Lula não sabe para onde ir. É um governo sem capitão, um barco à deriva em um mar desafiador. Gasta com coisas erradas, como se arrecadasse como país rico. Quando as contas afundam no vermelho, arrocha o trabalhador. A nossa sorte é que ainda existe alguma liberdade de expressão no nosso país e o povo tem coragem. Esse recuo no caso do IOF é mais uma vitória da oposição – destacou Flávio.

Fonte : https://pleno.news/

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