Na próxima terça-feira, 19 de agosto, é comemorado o Dia Mundial da Fotografia.
A data foi escolhida porque nesse dia, em 1839, a Academia Francesa de Ciências anunciou a invenção do daguerreótipo, um dos primeiros processos fotográficos, que foi desenvolvido por Louis Daguerre e é considerado o marco inicial da fotografia moderna, quando o processo foi disponibilizado ao público.
Nesse dia, não poderia deixar de falar sobre o trabalho de um dos meus fotógrafos preferidos: Dennis Stock, integrante da Magnum (uma das mais importantes agências de fotografia do mundo).
O fotojornalista foi o responsável por imortalizar momentos singulares do movimento hippie, lendas do jazz e grandes símbolos do cinema hollywoodiano e da contracultura.
Como a boa parte dos fotógrafos ou artistas, Stock já sabia o que queria para a sua vida desde a infância.
Começou a fotografar muito cedo e aos 23 anos ganhou um prêmio da revista Life, voltado a jovens fotógrafos.
Anos importantes
Nos anos 50 e 60, fez aquelas que são consideradas suas mais importantes fotografias.
Observador, o norte-americano percebeu que o movimento hippie, que na época se fortalecia nos Estados Unidos, não era apenas uma tendência.
Ele teve a sensibilidade de compreender que aqueles jovens de cabelos cumpridos, falando sobre paz e amor ao som do rock psicodélico, estavam tomando a atitude mais marcante daquela geração, questionando o sistema através de uma ideologia que se tornou uma forma de viver.
Brilhantemente, Stock captou aqueles momentos com suas lentes, registrando shows e um pouco do cotidiano daqueles homens e mulheres, que por opção pareciam não pertencer à sociedade.
Mais famosas fotos
Algumas das últimas e mais famosas fotos do ator James Dean também foram feitas por Stock, em 1955, mesmo ano que o protagonista de “Juventude Transviada” morreu.
O fotógrafo também é o responsável por capturar belas imagens de outra lenda do cinema: Marylin Monroe.
Música
Notáveis nomes do jazz, como Miles Davis, Louis Armstrong, Billie Holiday e Duke Ellington, também protagonizaram o trabalho do fotógrafo, e algumas das imagens foram parar no seu livro Jazz Street. Mais tarde, após ter deixado a Magnum, ter criado a sua própria companhia de filmes e retornado à agência fotográfica, Dennis Stock passou a se dedicar à natureza e ao paisagismo nos anos 70 e 80 e à arquitetura nos anos 90.
Ao contrário da maioria das estrelas fotografadas por ele, Stock morreu com idade avançada, aos 81 anos.
No entanto, assim como os tantos artistas imortalizados por suas lentes, o fotógrafo deixou um legado grandioso e bastante inspirador.
BRUNO ÍNACIO
Bruno Inácio é jornalista, mestre em comunicação e autor de “Desprazeres existenciais em colapso” (Patuá), “Desemprego e outras heresias” (Sabiá Livros) e “De repente nenhum som” (Sabiá Livros).
É colaborador do Jornal Rascunho, do Le Monde Diplomatique e da São Paulo Review e tem textos publicados em veículos como Rolling Stone Brasil e Estado de Minas Gerais.
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