Confira alimentos que podem ser substituídos por opções saudáveis

Não é segredo para ninguém que os ultraprocessados são prejudiciais à saúde e estão associados ao excesso de peso. Entre os adolescentes dos Estados Unidos que participaram de um estudo recente da Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, os que mais consumiam ultraprocessados tiveram o risco de obesidade aumentado em 45% quando comparados aos que tiveram menor ingestão desses produtos.
Ainda assim, esses produtos estão presentes na dieta dos brasileiros, muitas vezes por conta da praticidade. Ricos em açúcar, sódio, gordura e aditivos, como conservantes e realçadores de sabor, seus efeitos são muito nocivos à saúde.
Responsável pelo estudo do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens), da Faculdade de Saúde Pública da USP, com adolescentes dos Estados Unidos, a nutricionista Daniela Neri informa que, no Brasil, onde o consumo dos ultraprocessados também ganha espaço na alimentação de crianças e adolescentes, esses produtos são mais consumidos nos lanches.

Nos Estados Unidos
Nos Estados Unidos, por exemplo, eles entram ou substituem as refeições principais, como café da manhã, almoço e jantar. Dessa maneira, opções para comer com a mão, como biscoito, bolos, pães e pizzas prontas estão entre os ultraprocessados que mais comuns entre os jovens brasileiros.
“Esse grupo de produtos alimentícios tem sua formulação baseada em açúcar, gordura, sal e muitos conservantes e aditivos para dar cor, aroma e sabor e fazer com que se assemelhem ao alimento verdade. No rótulo, o açúcar, por exemplo, pode aparecer com três a quatro nomes diferentes, assim como a gordura. São produtos bem densos, por causa do açúcar, gordura e sal. O sabor e aroma pode mudar de acordo com o tipo de produto, mas, na essência, todos eles têm essas características e por isso é que promovem doenças”, alerta a nutricionista especialista em nutrição da criança e do adolescente.

Opções
Mas não pense que a luta contra os ultraprocessados está perdida. Longe disso. Para começar, o primeiro passo é evitar ter em casa essas opções industrializadas. Elas podem até ser consumidas como exceção em festas ou passeios, mas não devem estar presentes no dia a dia.
Além disso, é preciso se planejar para preparar as refeições em casa e apostar nos alimentos in natura, como frutas, legumes e verduras. A nutricionista comenta que a comida de verdade deve ser sempre a primeira opção. Nada impede de preparar até mesmo guloseimas saudáveis para o lanche das crianças e adolescentes, sobremesas ou para aqueles momentos no fim de semana que pedem um quitute especial.

Os vilões e seus substitutos

No Brasil, os principais vilões da alimentação dos jovens são biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, sorvete, bolos e pães prontos, chocolate ao leite, balas, gelatina em pó com sabor, bebidas industrializadas (como refrigerantes e sucos prontos) e pizza pronta.
Já os substitutos mais adequados para esses alimentos são biscoitos e cookies caseiros (como os de aveia com nibs de cacau); snacks de grão de bico crocantes ou chips de verduras ou legumes como couve (kale chips) e batatas variadas (inglesa, doce, baroa) ou ainda biscoitos de polvilho e pão de queijo caseiros; sorvetes de frutas caseiros, como os feitos com banana congelada, manga ou morango e bolos e pães feitos em casa, com receitas tradicionais.
Outras opções saudáveis são chocolate (se for do tipo com mais de 70% de cacau e se for consumido em quantidades moderadas), mix de nozes, castanhas e frutas secas como tâmaras, damascos e uva-passa; geleias de frutas feitas em casa ou gelatina caseira e pizzas caseiras. Já entre as bebidas, as melhores opções são sucos caseiros, água de coco natural, água pura ou água aromatizada ou saborizada.

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