Integrante da defesa do ex-presidente relata que ele fez exames neste fim de semana e precisa de ‘tratamento definitivo’
BRASÍLIA – O ex-presidente Jair Bolsonaro terá que passar por uma cirurgia após ultrassom feito neste fim de semana, afirma seu advogado, João Henrique de Freitas, pelas redes sociais. Os médicos estiveram com o ex-presidente neste fim de semana na Superintendência da Polícia Federal (PF), onde está preso.
“A equipe médica acaba de deixar a Superintendência da Polícia Federal após realizar exames de ultrassonografia no presidente Jair Bolsonaro. Os exames identificaram duas hérnias inguinais, e os médicos recomendaram que ele seja submetido a um procedimento cirúrgico, a única forma de tratamento definitivo para o quadro”, publicou João Henrique, neste domingo (14/12), pelas redes sociais.
Uma hérnia inguinal acontece quando uma parte do intestino se projeta por meio da parede muscular da virilha, explorando algum ponto fraco na região. Com frequência, o tratamento recomendado é o de cirurgia.
Os exames foram realizados com a autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do processo que condenou Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. A defesa de Bolsonaro pediu a visita do médico Bruno Luís Barbosa Cherulli, que foi à PF com um equipamento portátil de ultrassom para examinar as duas virilhas.
A defesa do ex-presidente indicou a necessidade de uma cirurgia para tratar os soluços, “sequela das cirurgias já registradas”, e outra em razão da “piora do diagnóstico de hérnia inguinal unilateral”. “Conforme esclarecido pelos médicos, referidas intervenções cirúrgicas hoje necessárias demandam imediata internação hospitalar, de cinco a sete dias”, sustentou.
Os advogados chegaram a solicitar que Bolsonaro fosse levado ao hospital DF Star, a cerca de 2,5 quilômetros da Superintendência da PF. “Requer-se desde já autorização para deslocamento ao hospital DF Star, no qual referidas cirurgias serão realizadas, bem como sua permanência pelo período necessário e indicado pelos médicos responsáveis”, pleiteou.
Moraes também determinou uma perícia médica à PF quando a defesa do ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno pediu a concessão de prisão domiciliar humanitária há dez dias. Na ocasião, o ministro apontou contradições entre o exame de corpo de delito de Heleno e as informações da própria defesa.
Fonte : https://www.otempo.com.br/
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