Próxima de completar 24 anos, a versão cinematográfica de “O Conde de Monte Cristo”, baseada na obra do autor francês Alexandre Dumas, está longe de ser um clássico.
Ainda assim, é um dos muitos exemplos de filmes que abordam a vingança como tema central.
Na história, Edmond Dantes (interpretado por James Caviezel na versão de 2002) é vítima de um plano desenvolvido pelo poderoso Fernand Mondego (Guy Pearce) a fim de afastá-lo de sua esposa.
Edmond é preso injustamente e permanece na cadeia por treze anos até que consegue fugir com a ajuda de um padre (Richard Harris), que ainda o contempla com um tesouro, tornando-o bastante rico e poderoso.
Na condição de conde, ele volta à sua cidade para se vingar de todos que colaboraram para que ele fosse preso.
Nos mesmos moldes, o musical “Sweeney Todd” (uma das muitas parcerias entre o diretor Tim Burton e o ator Johnny Depp) conta a história de um barbeiro (Depp) que foi preso injustamente por um juiz que estava interessado em sua esposa.
Depois de 15 anos na cadeia, ele retorna a Londres e faz amizade com a excêntrica senhora Lovett (Helena Bonham Carter), uma fabricante de tortas.
Mantendo a sua identidade oculta, o barbeiro retorna ao seu ofício com o intuito de cortar a garganta do juiz no dia em que ele fosse se barbear no local.
Contudo, temendo cometer erros quando esse dia chegasse, o barbeiro decide treinar. Como? Matando diversos dos seus clientes. E o que fazer com os corpos? Simples! Utilizá-los como carne para as tortas da senhora Lovett.
O clássico “Kill Bill”
Uma das características mais marcantes de “Sweeney Todd” é o excesso de sangue. E por falar em sangue, o clássico “Kill Bill”, uma das obras-primas de Quentin Tarantino, não poderia deixar de ser citada.
Dividida em dois volumes, a história gira em torno da Noiva (Uma Thurman, que já havia trabalhado com Tarantino em “Pulp Fiction”), uma ex-assassina profissional que quase foi morta pelo seu ex-chefe e equipe no dia do seu casamento.
Após permanecer em coma por quatro anos, ela inicia uma violenta caçada para encontrar e matar – com auxílio de sua poderosa espada – todas as pessoas responsáveis pela sua quase morte.
Por fim (para não estender muito a lista), “V de Vingança”, baseado em quadrinhos de Alan Moore e David Lloyd, apresenta um futuro distópico em que a Inglaterra está sob um regime fascista.
Nesse cenário, V (Hugo Weaving), uma vítima de atrocidades cometidas pelo governo, busca se vingar e, ao mesmo tempo, motivar a sociedade a enfrentar o totalitarismo e tentar derrubá-lo.
Bastante frio, estrategista e inteligente, V se alia à Evey (Natalie Portman) e rapidamente se torna um símbolo de resistência em meio a uma nação vítima da opressão.
BRUNO INÁCIO
Bruno Inácio é jornalista, mestre em comunicação e autor de “Desprazeres existenciais em colapso” (Patuá), “Desemprego e outras heresias” (Sabiá Livros) e “De repente nenhum som” (Sabiá Livros).
É colaborador do Jornal Rascunho, do Le Monde Diplomatique e da São Paulo Review e tem textos publicados em veículos como Rolling Stone Brasil e Estado de Minas Gerais.
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