Seu Coração Agradece: entenda a pressão alta e previna-se

Dr. Bruno Maeda Fuzissima
CRM-SP: 200.701
Clínico Geral – RQE 119021
Cardiologista – RQE 119020
Santa Casa de Misericórdia de Ituverava
(16) 3830-1200

É curioso imaginar que uma das maiores ameaças à saúde possa estar agindo em silêncio.
A hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta, é uma doença crônica que afeta milhões de brasileiros, na maioria das vezes sem apresentar sintomas.
Quando os sinais aparecem — como dor de cabeça ou dor no peito —, geralmente isso ocorre quando os valores da pressão estão muito elevados ou quando a doença já está comprometendo órgãos-alvo, como o coração, os rins e o cérebro.
A pressão alta é o principal fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares graves, como o infarto do miocárdio e o acidente vascular cerebral (AVC).
A boa notícia é que, com prevenção e atitude, é possível proteger o coração e preservar a saúde por muitos anos.

O que é preciso saber sobre a pressão alta
A hipertensão arterial é definida pela elevação persistente da pressão arterial (acima de 140/90 mmHg). No entanto, já se considera um estado de pré-hipertensão quando os valores estão acima de 120/80 mmHg.
Estima-se que quase metade dos brasileiros entre 30 e 70 anos possa ter pressão alta — e muitos ainda não sabem. Por isso, o diagnóstico precoce é o primeiro passo para evitar complicações sérias.
Recomenda-se a avaliação da pressão arterial em todas as pessoas a partir dos 18 anos, especialmente quando há fatores de risco aumentados, como obesidade ou histórico familiar, com reavaliações a cada três a cinco anos.
Já para quem tem 40 anos ou mais, a aferição anual da pressão é fundamental, mesmo na ausência de sintomas.

Seu plano de ação para um coração saudável
Muitos fatores do estilo de vida estão associados ao aumento da pressão arterial — como ganho de peso, consumo de álcool e estresse físico e emocional.
Por isso, a prevenção e o tratamento passam pela adoção de hábitos saudáveis.
O controle do peso, a redução do consumo de sal e álcool, a gestão do estresse, a prática da espiritualidade e a atividade física regular são essenciais.
Recomenda-se pelo menos 150 minutos de atividade física por semana (cerca de 30 minutos por sessão, cinco vezes por semana).
O consumo de sal deve ser limitado a 2 g de sódio por dia, o que equivale a 5 g de sal de cozinha — cerca de uma colher de chá.
Mesmo com essas medidas, em muitos casos o uso de medicação é necessário.
Há diversas opções disponíveis, e o tratamento deve ser sempre individualizado, com acompanhamento médico regular e realização periódica de exames.
Lembre-se: pequenas mudanças diárias, aliadas à adesão ao tratamento e à manutenção de hábitos saudáveis, constroem um futuro com mais saúde, energia e bem-estar para o seu coração.

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