Prefeitura faz mutirão de combate ao Aedes aegypti

Casos de dengue registrados no município este ano foram baixos 

Trabalhadores que
atuaram no mutirão. No destaque, o secretário Alcides Antônio Maciel Júnior.

A dengue, a zika e a chikungunya são três doenças que circulam no Brasil transmitidas pelo mesmo vetor: o mosquito Aedes aegypti. Todas têm as mesmas características sintomáticas: febre alta, dor no fundo dos olhos, vermelhidão na pele, coceira e distúrbios gástricos.
Embora boa parte da população não dê a devida atenção, as doenças são preocupantes, pois podem até mesmo levar à morte.
Em 2017, devido ao brilhante trabalho desenvolvido pelo secretário municipal de Saúde, Alcides Antônio Maciel Júnior, Ituverava teve apenas 53 notificações de dengue, das quais somente 4 são casos positivos; 2 notificações de zika, das quais nenhuma é positiva, e 6 notificações de chikungunya, das quais 2 são casos positivos.
Mesmo com números baixos, a Prefeitura de Ituverava, através da Secretaria Municipal de Saúde, continua intensificando os trabalhandos, e promoveu um mutirão casa a casa em dois bairros da cidade alertando sobre como evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti.
O mutirão foi realizado pela Vigilância em Saúde, em parceria com as equipes da Secretaria da Saúde, nos sábados 18 e 25 de novembro. No primeiro sábado, as equipes fizeram o mutirão no bairro Jardim Guanabara, e no segundo no bairro Benedito Trajano Borges.
O objetivo é promover a mobilização da população durante todo o ano, para atuar no combate ao mosquito, como dicas de como evitar criadouros e focos, principalmente nessa época do ano, quando as chuvas são constantes e podem ocasionar uma proliferação do mosquito.

Conscientização 

O secretário de Saúde, Dr. Alcides Antônio Maciel Júnior, fala sobre o trabalho de conscientização da população. “Trabalhamos contra o mosquito Aedes durante todo o ano, para que Ituverava continue livre de uma epidemia das doenças causadas pelo mosquito”, afirma.
“Esse ano tivemos bons resultados, mas com a conscientização da população e com o apoio de todos, esperamos resultados ainda melhores em 2018”, completa o secretário.
“Em 2017, Ituverava teve 53 notificações de dengue, das quais 4 são casos positivos; 2 notificações de zika, das quais nenhuma é positiva, e 6 notificações de chikungunya, das quais 2 são casos positivos”, afirma o Dr. Alcides Maciel.

 

Vacina da dengue só para quem nunca teve a doença 

“Dengvaxia”, fabricada pelo laboratório francês Sanofi Pasteur, passou por testes de segurança

Desde o dia 29 de outubro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a recomendar que a vacina da dengue, vendida na rede privada na maior parte do Brasil, não seja tomada por quem nunca teve a doença. A partir de agora, a imunização é considerada segura apenas para aqueles que já foram infectados pelo vírus.
A “Dengvaxia”, fabricada pelo laboratório francês Sanofi Pasteur, passou por testes de segurança. De acordo com informações preliminares, que precisam de uma análise mais completa dos estudos, alguns indivíduos apresentaram formas mais graves da doença após a aplicação – isso ocorreu em pessoas que não haviam tido um contato prévio com o vírus.
Por enquanto, a bula será atualizada. A Anvisa disse que irá analisar os resultados completos para se posicionar novamente.
Todas as diretrizes para vacina de dengue, recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), dizem que é necessário um acompanhamento dos pacientes que passaram pelos testes iniciais por mais quatro anos. De acordo com a Sanofi, isso foi feito.
“A gente observou alguns casos de febre, fizemos o exame da prova do laço. Houve o aumento das células vermelhas no sangue, queda das plaquetas e manchas roxas no corpo e nas gengivas”, disse a diretora do laboratório, Sheila Honsani.

Pesquisa
Com isso, uma pesquisa foi feita pela farmacêutica para observar se as pessoas com reações já tinham sido infectadas pelo vírus da dengue. “Vimos que quem nunca tinha tido a dengue apresentou maior risco, um risco pequeno, de 0,5%, mas houve um aumento dos efeitos colaterais”, explicou Honsani.
“Decidimos entregar para a Anvisa e para outras agências reguladoras do mundo uma recomendação de que entendemos que para o soro negativo (pessoa que não foi infectada ainda) não existe um benefício em ser vacinado”, diz.
Em números absolutos, a farmacêutica informa que para os próximos 5 anos, o risco estimado para pessoas nunca infectadas é de 5 casos de hospitalização por 1 mil pacientes vacinados, e não deveria haver nenhum.
A Anvisa passou a recomendar, portanto, que pessoas que não tenham apresentado a doença não se vacinem. O órgão esclarece que o risco não havia sido identificado nos estudos apresentados para o registro.

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