Não lembro como a ideia surgiu. Falei para meus pais que gostaria de escrever na Tribuna de Ituverava. Era uma criança por volta dos 9 anos. Meu pai me levou para falar com o Sr. Adhemar Cassiano.
Guardo viva a lembrança daquele encontro. Ele tinha a mesa perto da porta. Era na gráfica situada à rua Cel. José Nunes da Silva, 199. Lembro que ele veio falar conosco, lembro da sua altura.
O Sr. Cassiano nos perguntou o que queríamos, disse que queria publicar no jornal. O que teria pensado sobre essa resposta inusitada? Sem fazer nenhuma ressalva, concordou imediatamente e pediu que enviasse o texto. Na semana seguinte estreava na Tribuna.
Depois, com periodicidade irregular, enviei outros textos que o Sr. Cassiano acolhia com generosidade. Para mim, falar da Tribuna de Ituverava desperta imediatamente a memória deste encontro, desse incentivo que fez uma grande diferença para mim.
Aprendi anos depois como professor e pesquisador a importância dos jornais. A imprensa livre é um dos pilares centrais de uma sociedade democrática. O jornal traz notícias que foram checadas, chama atenção para os problemas da cidade, divulga os serviços disponíveis.
A notícia que chega pelo celular pode ser mais rápida, mas também de natureza mais duvidosa. Geralmente não sabemos a fonte, nem quem escreveu. Diferentemente do jornal que traz a credibilidade do seu nome estampado: Tribuna de Ituverava.
Há outra razão da importância dos jornais impressos. Pelo meu trabalho leio muitos jornais do século XIX que permitem reconstruir a história.
Compreendi como o jornal é um documento histórico para gerações futuras.
O mesmo se aplica à Tribuna de Ituverava que documenta a história da nossa cidade em uma série contínua de mais de sete décadas. Isso é um patrimônio sem igual para preservar nossa memória.
É um privilégio ter um jornal da nossa cidade, a Tribuna de Ituverava, que completa 74 anos. Nos dias de hoje, podemos assistir à viagem de exploração de Marte ou acompanhar as últimas notícias da guerra da Ucrânia. Há muita informação disponível, de fácil acesso.
Mas nada disso substitui o jornal da nossa cidade, nossa Tribuna de Ituverava, que, fora tudo mais, para mim tem um significado saudoso todo especial.
Professor da Faculdade de Direito da USP. A partir de 1992, mudou-se para São Paulo para cursar a graduação em direito na USP, onde se graduou em 1996 e concluiu o doutorado em 2002. Foi professor na Universidade Federal Fluminense em Niterói (2004-2007). No ano de 2013, realizou o pós-doutorado no Instituto Max-Planck de História do Direito em Frankfurt e, desde então, tem retornado anualmente como pesquisador-visitante em diversas instituições alemãs.
Ele é filho da professora Maria do Carmo Rodrigues Barbosa (“Carminha”) (in memoriam) e do diretor de escola aposentado Aldo Barbosa. São seus irmãos Priscila Rodrigues Barbosa Takieddine, casada com Said Takieddine e Aldo Benjamim Rodrigues Barbosa, casado com Luciana Gomes Queiroz Barbosa.
São seus tios Maria Aparecida Rodrigues Rissi, casada com Domingos Aparecido Papaterra Rissi (ambos falecidos); Luiz Carlos Rodrigues (“Busa”), casado com Sueli Aparecida Rici Rodrigues (in memoriam); Francisco Carlos Rodrigues (in memoriam); Maria da Glória Rodrigues Monteiro de Barros, casada com Luiz Antônio de Medeiros Monteiro de Barros; Álvaro Carlos Rodrigues (in memoriam), casado com Leda Maria Coelho de Abreu Rodrigues e Mariana Alzira Rodrigues Gontijo, casada com Antônio Gontijo da Costa.
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