
Maria Eduarda Impaléa chamou a atenção de instituições dos EUA devido ao seu talento como tenista
Desde a infância, a ituveravense Maria Eduarda Impaléa, hoje com 18 anos, tem sido tema de reportagens da Tribuna de Ituverava devido às suas conquistas no tênis. Ao longo de mais de uma década, foram várias premiações em competições locais, estaduais e nacionais.
Agora, Maria Eduarda obteve outra importante conquista. Por meio do seu talento no tênis, a jovem conseguiu uma bolsa para cursar o Ensino Superior nos Estados Unidos, e já se prepara para mudar no próximo mês.
Em entrevista concedida à Tribuna de Ituverava, ela conta como chegou a essa oportunidade. “Comecei a jogar tênis com 7 anos, incentivada pelo meu pai, João Sérgio Impaléa, que foi meu treinador por 11 anos e que joga há mais de 40 anos. Nunca pensei em ser profissional, mas eu sempre treinei diariamente para disputar torneios e melhorar meu nível”, afirma.
“Na fase do Juvenil obtive várias conquistas nos Campeonatos Paulistas, Brasileiros e Sul-americanos. Como no Brasil não temos incentivo para a prática de esportes, era muito difícil conciliar estudos, treinos e torneios, e eu tinha consciência de que, a qualquer momento, teria que parar de estudar para jogar ou parar de jogar para me dedicar aos estudos. E para que isso não acontecesse existia uma saída: uma universidade norte-americana”, explica.
Tradição
Os Estados Unidos, como lembra a tenista, têm uma longa tradição de união entre educação e esporte, pois as universidades possuem dezenas de modalidades esportivas. “As ligas universitárias americanas permitem aos alunos competir em alto nível sem deixar de lado a formação educacional. Assim, comecei a me preparar para tentar conseguir uma vaga em uma universidade nos EUA”, relata.
“O processo de admissão exige um bom nível no tênis; inglês avaliado em entrevistas via Skype com os coaches; provas admissionais (SAT e TOEFL), em que cada universidade exige uma pontuação; além de boas notas no Ensino Médio, que traduzidas para as notas dos EUA deverão formar um GPA, e esse GPA é que dirá se você está apto para disputar a Liga Americana NCAA”, conta.
Tenista recebeu propostas de 8 instituições dos EUA
Passadas essas etapas, os coaches americanos começaram a analisar o potencial da atleta e a fazer ofertas de bolsas com base em seu perfil.
“Recebi convites de bolsas em 8 universidades, duas no Kansas (Bethany University e Barton Community College), uma no Arizona (Arizona Christian University), uma no Tennessee (Bethel University), uma na Gerogia (ABAC University), uma na Florida (Ave Maria University) e duas na Carolina do Norte (Shaw University e Mount Olive University)”, ressalta a tenista Maria Eduarda Impaléa.
“Analisamos o clima, melhor oferta de bolsa, e se tinha Psicologia na grade curricular, que é o curso que quero fazer. Além disso, um fator determinante é que eu queria ir para o exterior. Por todas essas razões, escolhi a University of Mount Olive, na Carolina do Norte”, observa.
Escolha do curso
Maria Eduarda também explica sobre a escolha do curso. “Estava em dúvida entre Direito e Psicologia, mas o Direito não permite que eu estude foram do país, então escolhi Psicologia, por ser uma área interessante, já que é o campo de análise da mente, além de oferecer uma ampla área de atuação. E quem sabe, no futuro próximo, eu possa trabalhar com Psicologia Esportiva, que é uma área que vem crescendo muito”, enfatiza.
Nos Estados Unidos, a ituveravense disputará competições representando a universidade. “Estou ansiosa para conhecer minha equipe de tênis. Em agosto, embarcarei para viver o meu sonho de estudar em uma universidade americana e defender a minha equipe”, completa.
Ituveravense
A tenista Maria Eduarda Impaléa, 18 anos, é filha de João Sérgio Impaléa e Cláudia Beatriz Garcia Impaléa.
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