Agosto Laranja é uma ferramenta contra a desinformação sobre esclerose múltipla

Uma alternativa para pessoas com esclerosa múltipla é manter a prática de exercícios físicos

Autoimune, a doença afeta 2,8 milhões de pessoas no mundo e aproximadamente 40 mil no Brasil

O mês de agosto assume uma nova tonalidade, vestindo-se de laranja para abordar uma questão de extrema importância: a conscientização sobre a Esclerose Múltipla (EM).
O Agosto Laranja foi criado pela AME (Amigos Múltiplos pela Esclerose) com o objetivo de ser um movimento coletivo para desmistificar essa condição crônica de doença.
Também é uma ferramenta para fomentar o diagnóstico precoce, mais qualidade de vida, acolhimento, respeito e dignidade para quem convive com a patologia, seus amigos além de familiares.
Autoimune, a doença afeta 2,8 milhões de pessoas no mundo e aproximadamente 40 mil no Brasil.
Apesar de não ter cura, pode ter seus sintomas e progressão controlados com tratamentos adequados.

Lei Federal
Segundo a Lei Federal 11.303/2006, o Dia Nacional de Conscientização sobre a EM (Esclerose Múltipla) é comemorado sábado, dia 30 de agosto.
A data foi resultado do grande esforço da ABEM, para dar mais visibilidade à doença e seus impactos na vida de muitas pessoas.

Doença
A esclerose múltipla é caracterizada principalmente pela destruição de tecidos que envolvem os nervos, trazendo diversos e variados sintomas debilitantes.
Entre os sintomas mais comuns estão listados: fadiga, distúrbios visuais, rigidez e fraqueza muscular, além de desequilíbrio.
Outros sintomas como dormências, formigamentos, dor ou queimação na face são frequentes, assim como dificuldades cognitivas, incluindo problemas de memória, atenção e processamento de informações.

População afetada
De acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem), as pessoas acometidas pela EM são, em sua maioria, jovens adultos, com idade entre 20 e 40 anos, e predominantemente mulheres.
O diagnóstico da Esclore Múltipla é por ressonância magnética de crânio e coluna (medula espinhal).
Para as pessoas que são diagnosticadas, e para quem convive com o paciente que possuem a doença, receber e aceitar o diagnóstico é um passo importante.
A recomendação é buscar informações para ter uma vida com a maior qualidade possível.
É imprescindível procurar esclarecimentos e dados e informar-se sobre a doença para tratar da melhor forma a pessoa acometida.

Tratamento
Quanto mais cedo o tratamento é iniciado maior a chance de modificar o curso natural da doença a longo prazo, reduzindo o número de surtos clínicos, de lesões e de sequelas neurológicas.
Não há tratamentos que curem a doença, mas existem recursos, como medicamentos, fisioterapias, entre outros que ajudam os portadores a se manterem produtivos e confortáveis.

ATIVIDADE FÍSICA PODE AJUDAR

Uma alternativa é manter a prática de exercícios físicos, pois eles ajudam a fortalecer os ossos, a melhorar o humor, a controlar o peso e auxiliam nos sintomas da fadiga da pessoa.
Quando os movimentos estão comprometidos, a fisioterapia ajuda a reformular o ato motor, dando ênfase à contração dos músculos ainda preservados.
Este tratamento fisioterápico associado a determinados remédios ajudam, também, a reeducar o controle dos esfíncteres (músculos que controlam a eliminação de fezes e urina).

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