Coordenador da Residência Médica explica detalhes das próximas etapas

Coordenadores e alunos de Residência Médica

Para falar sobre esse momento histórico, o coordenador do programa de Residência Médica da Santa Casa de Ituverava, diretor técnico da instituição de saúde e coordenador do internato médico, Dr. Gonçalves Dias concedeu entrevista à Tribuna de Ituverava.
De acordo com ele, esse passo histórico é fruto de um processo criterioso que envolve planejamento, adequações estruturais, formação de equipes e também parcerias institucionais.
“Este reconhecimento marca uma nova fase para a instituição, com impactos diretos na qualidade da assistência, na formação profissional e no fortalecimento do sistema público de saúde da região”, disse o coordenador.
“É um marco de excelência. Um Hospital de Ensino atua simultaneamente na assistência à saúde e na formação de profissionais, integrando ensino, pesquisa e prática clínica”.
“Questões que elevam o padrão de cuidado prestado à população e contribuem para a formação ética e técnica de novos médicos e profissionais da saúde”, ressalta o Dr. Gonçalves.
O médico ainda lembra que para alcançar este patamar, a Santa Casa precisou atender a uma série de critérios definidos pelos Ministérios da Educação e da Saúde, incluindo implantação de programas de Residência Médica com aprovação da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) e celebração de contratos com instituições de ensino superior.
Além da criação da COREME (Comissão de Residência Médica) e da COREMU (Comissão de Residência Multiprofissional); organização de uma equipe de preceptores e tutores com experiência em ensino e assistência e adaptação da estrutura hospitalar às muitas exigências pedagógicas e de biossegurança.
“Vale lembrar que todos os profissionais envolvidos passaram por capacitações para atuar como preceptores e tutores, garantindo uma formação de excelência aos residentes e mantendo o alto padrão assistencial”, observa o Dr. Gonçalves.

Novas áreas
Neste início, a Santa Casa receberá três residentes em Ginecologia e Obstetrícia e três residentes em Enfermagem Obstétrica, com previsão de atendimento a dezenas de mulheres da região, tanto no pré-natal quanto no parto e no puerpério.
“A formação dos residentes vai ampliar e qualificar ainda mais a assistência já prestada pelo hospital. A residência em ginecologia dura três anos, ou seja, serão formados três ginecologistas anualmente após a formação da primeira turma”.
“Já a residência em enfermagem obstétrica dura dois anos, ou seja, três enfermeiros serão especializados em enfermagem obstétrica por ano após a formação da primeira turma”, explica.

Procedimentos
Dr. Gonçalves ainda lembra que a transformação em Hospital de Ensino é um processo com várias etapas e que a aprovação dos programas de residência médica permite o reconhecimento formal pelos Ministérios da Saúde e da Educação.
Ou seja, as outras etapas do processo já foram cumpridas, faltando apenas o credenciamento das residências para a Santa Casa solicitar a ascensão para se tornar um hospital escola.
O médico também adiantou que o objetivo da instituição é ampliar os programas de residência médica em outras especialidades fundamentais para a região.
“Já estão em estudo áreas como Clínica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria e Medicina de Família e Comunidade, entre outras especialidades”.
“A expansão será gradual, conforme a capacidade da instituição e as necessidades da rede de saúde regional”, ressalta.

CONQUISTA

“A conquista da condição de Hospital de Ensino é resultado de um trabalho coletivo, com apoio da gestão hospitalar, das universidades parceiras e do grupo educacional Afya, que reúne mais de 20 faculdades de medicina no Brasil”, explica.
“Recebemos alunos dos cursos de medicina da ITPAC Porto Nacional, São Lucas e Araguaína, o que reforça o caráter regional e estratégico da Santa Casa de Ituverava como polo formador de profissionais da saúde”, completa Dr. Gonçalves Dias.

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