De janeiro a junho deste ano, 93 casos de Influenza A (H1N1) foram notificados na cidade
O cenário é de alerta. O mais recente boletim InfoGripe, da Fiocruz, mostra que a situação nos cinco primeiros meses de 2025 é pior do que na mesma época de 2024 e de 2023, e que os casos quase dobraram este mês em relação a maio de 2024.
Em 21 estados, a incidência desta terrível síndrome respiratória aguda grave está em nível de alerta, risco ou alto risco.
Segundo o documento, os altos níveis registrados estão relacionados ao crescimento de hospitalizações por influenza A.
A cobertura vacinal entre os grupos prioritários – formado por pessoas acima dos 60 anos, crianças e gestantes – não atingiu nem 40%, e a meta do Ministério da Saúde é de 90%.
Uma vulnerabilidade que pode trazer consequências muito graves.
Influenza
A influenza é o vírus que transmite a gripe.
No Brasil, os tipos de vírus influenza de maior circulação são a influenza A e a influenza B.
A vacina protege contra três cepas diferentes do vírus – H1N1 e H3N2 (influenza A) e um da influenza B.
Os especialistas destacam que os baixos índices de vacinação contribuem para a alta nos casos e internações registrados.
Baixa cobertura vacinal
Dados do painel oficial do Ministério da Saúde apontam que menos de 40% do público-alvo a ser vacinado contra a influenza já se imunizou.
A porcentagem está muito abaixo da meta, que é alcançar o valor de 90% do público prioritário.
Os grupos de risco incluem crianças, gestantes e idosos acima de 60 anos, que têm direito à imunização gratuita no Sistema Único de Saúde (SUS).
Mas, com a baixa procura, algumas outras capitais como São Paulo e Rio de Janeiro também já liberaram a vacinação para toda a população.
Alta de casos e internações
De acordo com o boletim InfoGripe da Fiocruz divulgado no início do mês, os seguintes estados, além do DF, apresentaram alta incidência de SRAG nas últimas duas semanas: Acre, Alagoas, Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.
O boletim destaca a incidência elevada de casos de influenza A em jovens, adultos e idosos.
O último grupo é o que mais sofre as consequências, como hospitalizações e mortalidade pela doença.
Aumento de casos em Ituverava
Assim como no Brasil, Ituverava também registrou aumento no número de casos influenza do tipo A H1N1 Até o mês de junho, 93 casos foram notificados na cidade.
A coordenadora das campanhas de vacinação em Ituverava, Ione Márcia Mendonça explica que o H1N1, é um dos tipos do vírus Influenza A.
“A gripe Influenza ocorre durante todo o ano, mas é mais frequente no outono e no inverno, quando as temperaturas caem, principalmente no Sul e Sudeste do país”, afirma a enfermeira.
Transmissão
“O período de incubação dura de um a quatro dias e, a transmissão pode ocorrer nesse momento, antes mesmo de aparecerem os sintomas, pelo contato direto com a pessoa infectada, por via aérea ou por meio de partículas de saliva e de secreções das vias respiratórias”, informa Ione.
“A transmissão em adultos ocorre principalmente 24 horas antes do início dos sintomas e dura até sete dias após o início do quadro”.
“Nas crianças, pode durar em média dez dias”.
Prevenção
A enfermeira reforça que neste período de alta circulação do vírus e aumento de casos de H1N1 (Influenza A), é fundamental o uso de máscaras, caso a pessoa apresente sintomas gripais.
“Para proteger a si mesmo e aos outros”, ressalta.
“O uso de máscaras em locais públicos e fechados é uma medida eficaz para proteger não só o infectado, mas também as pessoas ao redor, prevenindo a transmissão do vírus”, alerta Ione Márcia.
COMO SE VACINAR
Para se vacinar, basta procurar no horário comercial, uma Unidade de saúde da cidade, distrito ou bairro rural, e apresentar o CPF.
ALERTA PARA VACINAR
Com o crescimento do número de casos e internações, os infectologistas reiteram a importância da vacinação.
Em Ituverava, Ione Márcia também enfatiza a importância da imunização e destaca que a vacina contra o H1N1 é a forma mais eficaz de prevenção.
“Garantindo proteção para você e para os grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos, gestante, puérperas e pessoas com doenças crônicas”.
“Ao atingir cobertura vacinal deste público dificulta a disseminação do vírus”.
“Cuide de sua saúde e de quem você ama”, conclui a coordenadora das campanhas de vacinação em Ituverava.
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